Espaço TRATE buscando
sempre o melhor...
Qualificação é
tudo...
O
autismo consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou
acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório
muito restrito de atividades e interesses. Ele afeta a capacidade do individuo de se comunicar e interagir com o mundo,
além da presença de condutas agressivas, principalmente a autoagressão, a
tendência à realização de movimentos repetidos, estereotipias. As
manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de
desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo. O Transtorno deve ser diagnosticado
através de observação comportamental, pois até o momento, não existe nenhum
exame que comprove o transtorno.
Sabendo
de todas as dificuldades em torno do Autismo, toda a equipe vem se esforçando
para promover uma Reabilitação de qualidade, visando o desenvolvimento global
do individuo.
Sabendo
do Método Floortime,
fomos buscar maiores informações...
Participamos do Workshop: Intervenções
e Acomodações através do Modelo DIR – Fluoortime, com Patrícia Piacentini em Itaperuna
– RJ.
O modo educacional desenvolvido pelo psiquiatra infantil Stanley
Greenspan, o Floortime funciona como uma terapia que cria a interação entre a
criança e o adulto através de brincadeiras, em um desenvolvimento baseado em
sequências.
Greenspan descreveu seis estágios encontrados para o
desenvolvimento emocional mais avançado da criança, distribuídos como se fossem
uma escada que deverá ser subida degrau por degrau. As crianças autistas têm
problemas para conseguir alcançar a escada por várias razões como: problemas
sensoriais; dificuldade para processar informações ou dificuldades para
conseguir ter o comando de seu corpo.
A maioria de nós inconscientemente aprende a combinar os nossos sentidos
(visão, som, cheiro, toque, gosto, equilíbrio, e o corpo no espaço), a fim de dar sentido ao
nosso meio. Crianças com autismo têm dificuldade em aprender a fazer isso.
1. Capacidade
de cumprir com êxito os desafios que são apresentados através de atividades
lúdicas (Desafio na medida certa);
2. Adaptação
do comportamento as estratégias novas e úteis, em resposta aos desafios
apresentados (Resposta adaptativa);
3. Participação
nas atividades divertidas;
4. As
preferências da criança são usadas para iniciar experiências terapêuticas
dentro da sessão (terapia direcionada pela criança).
Exemplos
de tais atividades incluem:
·
balançando em uma rede (movimento através
do espaço);
A criança é guiada através de todas
estas atividades de uma forma que é estimulante e desafiador. O foco da terapia de
integração sensorial é ajudar as crianças com autismo combinar
os movimentos adequados a partir dos diferentes sentidos.
Em nossa vida
diária, as pessoas experimentam eventos que, simultaneamente, estimulam mais de
um sentido. Usamos nossos sentidos múltiplos para tomar esta informação
variada, e combiná-los para nos dar uma clara compreensão do mundo que nos
rodeia. Nós aprendemos durante a infância como fazer isso. Assim, através das
experiências da infância ganhamos a habilidade de usar todos os nossos sentidos
juntos para planejar uma resposta a qualquer coisa que se nota no nosso
ambiente. Crianças com autismo são
menos capazes deste tipo de síntese e, portanto, podem ter dificuldade de
responder adequadamente a diferentes estímulos.
Crianças com autismo também
podem ter um tempo de escuta difícil quando eles estão preocupados com a
procura de alguma coisa. Este é um exemplo das dificuldades em receber
informações através de mais de um sentido simultaneamente.
Os conceitos subjacentes da terapia de
integração sensorial são baseados em pesquisas nas áreas de neurociência, psicologia, terapia
ocupacional e educação.
As pesquisas sugerem que as informações sensoriais recebida do ambiente são
fundamentais; as interações entre a criança e o ambiente forma
o cérebro, e influencia a aprendizagem. Além disso, as pesquisas sugerem que o
cérebro pode mudar em resposta à entrada do ambiente, e as ricas experiências
sensoriais podem estimular mudanças no cérebro.
O Floortime não trabalha com a linguagem separada, usa o
desenvolvimento emocional integrado. Terapeutas e pais encorajam a atenção, a
intimidade e a comunicação com a criança através de uma brincadeira escolhida
pelo próprio autista.
Enfim, o curso nos mostrou que estamos no caminho certo e nos ensinou novas estrategias.
Fonte: floortimebrasil.blogspot.com/